Second Life? Que nada
06/09/2007
EXAME
Com uma estratégia inovadora, o Facebook quer transformar as redes de relacionamento em uma internet paralela
Por Sérgio Teixeira Jr.
Os brasileiros conhecem muito bem o Orkut, e entre os americanos o líder disparado em popularidade é o MySpace, mas quem está olhando para o futuro das redes de relacionamento online enxerga um nome à frente de todos os outros: Facebook. O serviço tem apenas três anos e meio de vida, mas já é o que cresce mais rapidamente em todo o mundo. A cada dia, 100 000 novos usuários montam suas páginas pessoais, publicam fotos e vídeos, deixam recados para os amigos e criam comunidades de discussão. O total de cadastrados já passa de 31 milhões. A descrição pode ser bem parecida com a de outras redes de amigos online, mas só o Facebook é chamado de "plataforma" -- e isso faz toda a diferença. Mark Zuckerberg, de 23 anos, o imberbe ex-aluno de Harvard que criou o serviço durante as horas vagas na universidade, quer que seu site seja muito mais que um espaço de socialização e passe a ser o principal ponto de referência no qual os internautas possam buscar produtos, serviços ou informações na internet. Imagine, por exemplo, que na hora de pesquisar um novo televisor de alta definição você possa ver no Facebook o modelo que seus amigos já compraram (especialmente aquele que entende tudo de tecnologia). Ou, então, que você possa saber a opinião de seu amigo cinéfilo sobre determinado filme em cartaz. Essas informações estão espalhadas pela internet, mas Zuckerberg quer que todas estejam dentro do Facebook -- e esse dia pode estar mais perto do que muitos imaginam.
A transformação de uma mera rede de contatos em uma espécie de dimensão paralela da web pode ter implicações profundas nos rumos da internet. É algo que, pelo menos do ponto de vista das intenções, pode ser muito mais poderoso do que o muito falado Second Life, o ambiente tridimensional que recebeu muita atenção da mídia nos últimos tempos, mas cujas vantagens práticas ainda estão por ser descobertas. No recente anúncio da nova estratégia do Facebook, Zuckerberg disse que o objetivo é transformar o serviço num "sistema operacional". Empresas de software hoje criam programas que funcionam no sistema Windows, por exemplo. A idéia é que elas agora também criem versões que estejam dentro do Facebook, o que significa que a empresa pretende ser cada vez menos um negócio de mídia e cada vez mais uma empresa de tecnologia. Enquanto a Microsoft oferece aos desenvolvedores uma base instalada de centenas de milhões de pessoas que usam o Windows diariamente, Zuckerberg tem outro patrimônio igualmente valioso: pessoas reais, e de quebra seus relacionamentos, seus hábitos de consumo e suas afinidades culturais.
Facebook muda política de privacidade e causa polêmica
06/09/2007
O GLOBO
SÃO FRANCISCO - A rede social Facebook, que disputa usuários com os portais MySpace e Orkut , anunciou que vai mudar sua política de privacidade e passará a permitir que os usuários escolham se desejam que o resto do mundo encontre o seu perfil no site. ( Você faz parte de alguma rede social? Qual? Vote aqui )
As mudanças na política do Facebook vem sendo criticadas por fãs e usuários, já que até agora a rede social não permitia que serviços de buscas, como Google e Yahoo, acessassem os dados referentes às suas comunidades, ao contrário das redes rivais.
Desde quarta-feira, os usuários estão sendo notificados pelo Facebook a respeito da possibilidade de optar por níveis de privacidade: se suas fotos e seu nome podem ser acessados em buscadores e por outros usuários ou de desejam manter seus perfis em área privada.